Saturday, February 09, 2008

Leve, levemente

A brisa sopra leve, levemente,
A folhagem estremece de prazer,
Acanhando desejos de paixão ardente,
Com sua carícia de suave envolver.

Como raposa, a lua assalta a janela,
Roubando-me a ingenuidade do pensar,
Transformando-me num barco à vela,
Que percorre marés-altas, a dormitar.

No vestido de chita da noviça manhã
Eu só quero é avançar, impelir-me
Para esse sabor molhado de romã,
Para o trecho eloquente a seduzir-me.


Fernanda

6 comments:

Kalinka said...

Li-te com calma e suavidade.

Que poesia tão leve!!!

As palavras-chave são mesmo assim - leves: brisa - folhagem - prazer,
desejos - paixão - carícia.

LINDO.
ADOREI.
PARABÉNS.

Bom domingo. Um abraço.

poetaeusou . . . said...

*
Roubando-me a ingenuidade do pensar,
,
cada verso, um poema . . .
,
conchinhas
,
*

Brancamar said...

Avança Fernanda, agarra os sonhos.
Beijinho grande.

Higino said...

Cuidado com a nostalgia. Aconselho 1 visita a Óbidos.Há rosas no Barrista.2 beijos

Higino said...

Isso,de bem com nós próprios é o caminho certo, seguramente.

Rui Caetano said...

Os sonhos são o perfume dos nossos dias, os sonhos indicam o nosso horizonte traçado no fim do mar...
Um bom fim de semana.