Monday, July 30, 2007

VÉU DE PROSPERIDADE

Em maré de rosas,
cada ser de si
olha para o espelho seu;
não para a rua,
não para o céu,
não pela vaidade sua,
não pelo fulgor de ti,
ralé de gente caprichosa...

Olha para o espelho do sonho,
do sonho seu,
agarrado pelo véu,
véu de prosperidade,
que é sol de pouca verdade.

Aqui,
o ser meu,
o ser de si,
o ser do mundo,
do mundo seu,
não olha pela fresta,
atrás dela escondido,
encolhido,
medroso
do povo desdenhoso,
da língua de prata,
que a boa vontade mata,
num estertor vitorioso.

Em maré de rosas,
sente-se a estese
na beleza de si,
na beleza do outro,
na beleza do mundo!


Fernanda